• beAnalytic

O que o coronavírus nos ensina sobre análise de dados?

A OMS declarou no mês passado um estado de pandemia devido ao COVID-19 e até esse momento esse novo vírus, já infectou mais de 920 mil pessoas e deixou mais de 46 mil mortos em 180 países.

A última pandemia aconteceu há 11 anos, quando o mundo enfrentou outra ameaça: a Influenza A (H1N1). A doença, que teve início no México, se disseminou por mais de 187 países. No entanto, os tempos eram outros!

Não somente a taxa de transmissão que é, em média, 70% maior do que a Influenza mas quando visualizamos do ponto de vista tecnológico, tudo muda!


A coleta e análise de dados transformaram a maneira como os surtos de doenças são rastreados e gerenciados. Exemplo disso é que, no primeiro momento em que o vírus foi confirmado no Brasil, mais especificamente em São Paulo, a informação já estava disponível em um dashboard da Universidade Johns Hopkins, que pode ser acompanhado por qualquer pessoa, em qualquer lugar.

Outra base recente e interessante de análise desses dados é o que a Microsoft criou em seu buscador o Bing que utiliza a tecnologia GIS (Sistemas de Informações Geográficas), como pode ser visto abaixo:



A partir desse momento os dados e as tecnologias envolvidas acabaram exercendo diversos papeis que são fundamentais em momentos difíceis:

1. Possibilidade de reação rápida, tendo em vista o foco da disseminação e a atualização em tempo real;

2. Análise macro (mundial) e micro (por localidade) da situação, possibilitando diferentes conclusões e perspectivas;

3. Veracidade das informações analisadas, já que os dados são retirados automaticamente de fontes confiáveis como órgãos e agências de saúde de todo o mundo;

4. Visualização gráfica simplificada de uma quantidade colossal de informações;

Além da mineração dos dados, a inteligência artificial ainda pode ser aplicada a fim de prever padrões, analisar tendências e quem sabe, até prever futuros surtos. No entanto, não será a própria tecnologia que fará a diferença, mas o conhecimento e a criatividade dos humanos que a utilizam.


Tudo isso pode e deve ser utilizado a favor de decisões assertivas baseadas em fatos e não em achismos. Esse é o real poder dos dados, dar olhos a quem precisa enxergar e no caso da atual pandemia, diminuir a disseminação e letalidade do vírus.


#Curiosidade

Qual foi a maior pandemia enfrentada pelo mundo?


Foi a peste bubônica! Ela foi causada pela bactéria Yersinia pestis e pode se disseminar pelo contato com pulgas e roedores infectados. O impacto de uma peste como essa foi mais significante justamente pelo fato da humanidade não possuir qualquer tipo de tecnologia ou análise para ser feita e estudada na época.


A doença é considerada, historicamente, a causadora da Peste Negra, que assolou a Europa no século 14, matando entre 75 e 200 milhões pessoas na antiga Eurásia. No total, a praga reduziu de forma absurda a população mundial de 450 milhões de pessoas para cerca de 350 milhões.

18 visualizações

Telefone
+55 (84) 99607-8878

Endereço

Condomínio Empresarial Trade Center
Avenida Romualdo Galvão, 1703
Sala 208
Lagoa Nova, Natal - RN